Ah!
Ser de vento,
Que
indiferente, acaricia o corpo,
Penetra
pelo nariz
E,
incontinente,
Como
lento veneno,
Me
corroí por dentro.
Ah!
Ser de luz,
Que
ilumina e seduz,
Me
arranca da matriz
Gerando
vida!
Ah!
Ser de cor.
Seus
matizes mostram:
No
beco, também se vive o amor!
Santa,
mulher, meretriz, aprendiz...
Estou
tudo que sempre quis:
Invadida,
iluminada, colorida,
Violada,
vencida, enfeitiçada.
Ah!
Ser de concreto,
Que
de repente,
Não
está mais perto.
Mas
na distância finita,
Tua
presença sinto ainda.
Ah!
Ser de calor,
Para
quem reservas teu amor,
Se
estou só, sem mentor
E
cada vez que te vejo:
No
vento, na luz,
Na
cor, no concreto,
No
calor, em nós dois,
Me
pergunto:
-
E depois?
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| Monet - La Promenade Sur La Falaise |

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