domingo, 24 de março de 2013

Fênix

Sou verde:
Sou água do mar
Sou árvore, garapa da cana
Sou teu medo de amar.




Sou vermelho:
Sou batom, sou maçã
Sou carro de bombeiro
Sou a energia do bom...


Sou o sangue quente,
Viscoso, vital e grosso
Das veias e artérias
De toda gente, todo povo...


Sou a prostituta da esquina
O cabelo, o gesto, a voz da mulher
Sou o sorriso da menina
Sou em tudo que você quiser...


Sou o telefone que toca
Numa hora incerta
Sou a canção do rádio
Na estrada deserta...


Sou o barulho do mar,
A bruma da tristeza
Sou a Coca com limão
Junto a comida chinesa...


Sou teu rosto no espelho
No reflexo da luz matinal
Sou a briga, a indiferença
A noite, na cama do casal...


Sou a lua que sorri
No alto do céu a noite
Sou a que conta, brilhante,
Segredos no horizonte...


Sou o time favorito
Na certeza a vitória
Sou a angústia, o conflito
Que te ronda toda hora...


Sou teu carro, teu nome, teu lar
A chuva, o sol, o ar puro
A pedra no meio do caminho
Estou onde você está!


Então, não olhe para frente
Para trás ou para o lado
Não pense, nem respire
Não ouse ficar parado!!


Sou a chama da tua vida
Que queima o esquecimento
Sou a Fênix ressurgida
Deste fogo que te arde por dentro!



(Imagem retirada da Intenet - Desconheço o autor)

(Aos que tentaram fazer de mim apenas mais uma, mas descobriram, tarde demais, que eu era essencial. Sinto, mas não muito! Como Fênix, eu me recriei!! Pena que para vocês, sempre existirá o fogo...)

13 comentários:

  1. Parabéns! Surpreendente!

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  2. Sabe, Elaine, gostei imensamente do pós-escrito... Talvez esses pós-escritos merecessem uma reflexão: sobre porque se fazem necessários à alma. Para mim, trazem um contexto de "espremer" o restinho que ficou guardado, com um tom de humanidade e mordacidade.

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  3. Mas quem nos pisa, mas não nos mata, merece nossa humanidade, Ana.
    Afinal, por causa de seus pisões, saímos muito mais revigoradas. E este novo vigor marca, por um longo período, e nos torna inesquecíveis.

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  4. Passou um filme pela minha cabeça.
    E o final foi e será exatamente assim. E pensar que destruí algumas destas poesias. Foi mal, pequena!

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    1. Fazer o quê, né Alê?!
      Não vamos recuperar o que a memória não conseguiu gravar.
      Mas não tinham qualidade, de qualquer forma.
      Escreverei outras...

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  5. Me lembrei de um amigo, ele me chamava de Fênix....mas deixando esse fato de lado, adorei visitar seu blog, estas de parabéns.......Bjus

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  6. Não sei se gostei mais do poema ou das suas ''considerações finais''. Arrasou!

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    1. Fênix, sempre!!
      E cada um que apague seu fogo, porque eu existo! ;)

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  7. A moça da carta sempre foi uma Fênix.
    Eu não consigo esquecer nem dos detalhes pequenos e quase invisíveis, quanto mais do cotidiano.

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  8. Belíssimo, como tudo que tu posta... <3

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    1. Gosto, particularmente, desta, Alda!
      Precisei ser Fênix! ;)

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