o olho d'água
Que desagua no leito
De um pequeno rio
Com os olhos rasos
d'água
Da lágrima que ninguém viu.
Não viu
porque
não
rolou
Se não rolou não
c
a
i
u
Se não caiu não fez efeito,
não aliviou o que feriu.
E agora
a lágrima
guardada
Transborda dentro de mim
Como
enchente
de
um
grande
rio...
![]() |
| T. C. Stelle - Whitewater river |
Elaine Oliveira

Ah, Elaine... Se eu pudesse contar as lágrimas que foram contidas pelas razões de conveniência, creio que teríamos um tsunami. O que me entristece, nesses anos de maturidade, é ter considerado a opinião de outros mais importante do que a cicatrização de minhas feridas. Ao olhar em volta, onde estão essas pessoas? Onde está a "conveniência" profissional? Onde ficou a necessidade de me mostrar forte? Não sei. Resta um ser humano marcado e... transbordando... Bjs
ResponderExcluirAna Maria, se você estivesse, ontem, em meu consultório particular durante a atendimento a um pacimigo (paciente amigo) não teria traduzido tão perfeitamente a essência da conversa.
ResponderExcluirOlhando a página, gostei dos "retalhantes" e da "escritureira"! Saiu da mesmice. Bjaum
ResponderExcluirObrigada, minha retalheira!!
ResponderExcluirElaine concretista. Baixou o Leminski...
ResponderExcluirSó agora achei teu comentário que foi parar na caixa se spam!
ExcluirReceber Leminski seria uma responsabilidade muito grande! :)
Mas foi uma massagem de ego!
Acho melhor ver a lágrima rolar que ver a enchente transbordando para fora do olhar e arrasando o que encontra pela frente.
ResponderExcluirConheci alguém que também não chorava,mas que arrasava só com o olhar quando estava com raiva ou muito machucada.
O olhar de raiva machucava e feria menos que o olhar machucado.