Meu avô era escritor. Publicou livros, escreveu programas de rádio e eu era A neta do escritor, embora ele nunca tenha sido indicado para a Academia Brasileira de Letras.
Então eu escrevia. Poemas enormes, que dariam uma epopeia. Contos que no meio do caminho não sabiam para onde ir. Mas eu sabia! Iam para o lixo!
Um dia, Severina, professora de literatura me disse para não jogar fora o que escrevia. Que guardasse e quando tivesse coragem mostrasse para alguém. Escrevi um monte, mas nunca mostrei! Viviam escondidos embaixo do meu colchão como dinheiro velho.
Tinha um diário onde inventava histórias para uma vidinha mais ou menos. Era eu, e ao mesmo tempo não era, quem estava naquelas páginas que um dia foram violadas por um namorado ciumento e, como muitos escritos, por raiva, foi parar na lata do lixo.
Quando entrei no curso de Letras, abandonado porque precisava trabalhar, um professor, do qual me fiz o favor de esquecer a disciplina e o nome, perguntou quantos da sala escreviam poesias. Depois do avaliado jogou na nossa cara que o que escrevíamos não era poesia porque não podia ser considerada literatura. Portanto não tinha valor. Pronto! Mais uma vez os escritos foram para a lata do lixo e passei muito tempo sem escrever nada porque acreditava que não valiam de nada. Mas, por várias outras vezes arrisquei escrever poemas, poesias, contos que continuavam escondidos, porém escritos.
E veio a surpresa! As pessoas, amigos claro, gostavam do que eu escrevia!
Fosse poesia, conto, críticas políticas, elogios... Alguma coisa tocava o espírito, o coração e a vida deles.
O que para mim parecia besteira, para alguém era uma fonte de força, uma lembrança boa, um jeito novo de ver a vida.
E veio um grande incentivo.Em uma conversa, em um pedido de autógrafo, Marina Colassanti me disse para escrever, escrever sempre e sempre mais e mostrar porque nem todos gostaram, mas em alguém, com certeza tocará.
Decidi então que dane-se a literatura (não ao pé da letra, tá?)! Não quero ocupar a cadeira de número X depois que um dos imortais passar para outro plano!
Se a minha pouca literatura puder fazer um olho brilhar, uma lágrima cair, um sorriso aparecer, valeu a pena. Já ganhei o prêmio maior!
Cada pedacinho de retalho, em forma de letras, que eu postar, terá feito parte da minha vida, da vida de alguém ou da vida de ninguém, mas será uma história a fazer parte da grande colcha de retalhos que é a vida.
Podem compartilhar se gostarem! Só peço que preservem o escrito e deem o crédito a minha pessoa.
Bem vindos e que todos, de alguma forma se reconheçam nas letras, nos retalhos, nas histórias...
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| Quem sabe não era o rascunho da minha primeira história? (Foto do meu acervo pessoal) |

Querida Elaine, iniciar um blog é um desafio para "sair da casca". Fico feliz e orgulhosa por uma amiga ter essa iniciativa. Sucesso, sucesso, sucesso! Bj
ResponderExcluirNossas conversas germinaram a semente que estava plantada desde sempre. Obrigada pelo incentivo, Ana Carneiro Leão!
ExcluirPois é Elaine,isso é algo que tá no sangue, e que ninguém reprime..
ResponderExcluirEscreva querida! Tenha orgulho por conseguir de alguma forma tocar um coração ou corações...Fazer brotar lágrimas de emoção,dê asas a imaginação com seus textos,pois certamente em algum instante servirão de conforto,incentivo e até mesmo de reflexão!
Para quem escreve,é um ato de prazer e de intimidade com o universo!
Deus toca nosso coração,silencia nossa boca e deixa expressar, através de nossos escritos.
Surge como sentimento espontâneo... Parabéns!
Lila.
De sangue, tu entendes, né Felícia??
ResponderExcluirBeijão!
Não sei escrever, mas adoro ler poemas, versos, poesias, etc, etc, etc e como tudo o que você escreve vira "ouro" foi a coisa mais brilhante que a mocinha linda fez: com certeza será sucesso muito rápido, em um piscar de olhos. Bem-vinda, Dona Elaine Oliveira, entre nós.
ResponderExcluirAlda Silva, brinco dizendo que você é minha fã e que elogio de fã é igual ao de mãe: a gente duvida. :)
ExcluirMas é muito bom saber que eu sempre terei uma leitora, não importa o que eu poste, você estará me prestigiando.
Beijo!
Querida Elaine, o fundo suavizado está favorecendo a leitura. Tenho algumas dúvidas quanto ao vermelho da fonte, acho que usaria preto. Como tudo mais, um blog é uma construção... O que hoje nos parece bem, sempre está aberto a reavaliação e a mudança. Sempre firme! Bj no coração!
ResponderExcluirComecei a ler do último para o primeiro texto.
ResponderExcluirNunca duvidei da tua capacidade de escritora. Afinal, na escola, quem melhorava as redações dos trabalhos era você. Claro que algumas coisas eu não gostei de ler. Mas isto, como você sempre diz, já é outra história.
Vou continuar, de onde estiver, mesmo que não leia ou escute nenhuma palavra minha, de camiseta, boné e bandeira na torcida organizada da tua vida, torcendo pela sua vitória. Sempre!
Parabéns, miniatura!!
Beijo enorme com gosto de canela.
A camiseta, o boné e a bandeira na torcida organizada da vida é frase feita por mim, mas está valendo.
ResponderExcluirElaine, como sempre eu chego atrasado. Mas fico feliz que voce tenha começado sua obra...Escrever é o alimento da alma...Não pare...
ResponderExcluirUm dos meus grandes incentivadores!
ExcluirDevagar, devagar vou construindo...