Poucas horas de nascida:
Pai desconhecido, mãe desempregada,
Hospital público, indigente.
Patrícia, cinco anos:
Leito 24, enfermaria 'B',
Espancamento, braço quebrado
Provável concussão cerebral.
Maria do Carmo, 10 anos:
Problemas mentais, abandonada,
Prostituta em um bairro central.
Vitória, 16 anos:
Estudante, classe média,
Atropela, avenida principal,
Caminho da escola;
Estado grave!
Sílvia, 26 anos:
Advogada, formada, casada,
Funcionária da multinacional,
Espancada, estrupada.
Agressor: o marido.
Odete, 34 anos:
Casada, três filhos menores,
Costureira.
Desempregada,
Desabrigada na chuvarada.
Luiza, 42 anos:
Professora, casada,
Quatro filhos, dois empregos,
Vende roupas para aumentar a renda.
Margarete, 65 anos:
Secretária aposentada,
Viúva, diabética,
Salário mínimo.
Metade: remédios.
Doralice, 72 anos:
Viúva, retirante,
Oito filhos (paradeiros desconhecidos),
Câncer generalizado,
Morre só, num hospital qualquer...
Parabéns!
Hoje é o Dia Internacional da Mulher!
Amanhece.
É nove de março...

Nossa realidade de vida é esta descrita...mas vamos tentar mudar fazendo nossa parte enquanto cidadã. Beijos e Feliz Dia da Mulher!!!
ResponderExcluirSempre na luta!!
ResponderExcluirA dura realidade do cotidiano feminino... Com luta também acredito que mudaremos este quadro, mas só com muita luta, ainda.
ResponderExcluirPois é, Silvana Tereza, por isto continuamos sempre na luta!
ResponderExcluirUm dia, num futuro infelizmente talvez não tão perto, conseguiremos mudar por completo esta realidade.
Já perdi a cabeça muitas vezes, mas amadureci minha visão de homem, gênero masculino e consegui mudar meu modo de agir perante as mulheres.
ResponderExcluirVocê, com sua postura e com tudo que fez enquanto convivemos, me fez perceber muita coisa.
Beijo grande.
Reconhecer os erros é uma coisa fácil de fazer. Aprender com eles e querer mudar os hábitos, costumes e comportamentos é a parte mais difícil.
ResponderExcluirÉ bom saber que pude, de alguma maneira te ajudar na tua evolução como pessoa.
Moça, vou confessar que já pratiquei a violência contra as mulheres. Disse palavras rudes; segui por onde ela ia; acabei com todas as suas amizades; dei uns empurrões e acho que até um tapa.
ResponderExcluirMas ela sobreviveu a mim e foi embora. Só me deixou uma carta,que comentei em outra história aqui mesmo, e que me arrasou por muito tempo.
Mudei! Mas precisei perder a pessoa que mais amei na minha vida para perceber que a minha insegurança enquanto macho não pode podar a vida de nenhuma mulher.
Que ela esteja feliz e valorizada, esteja onde estiver.
Às vezes, anônimo, é preciso perder para mudar.
ExcluirSe mudou, não vai poder apagar o sofrimento da moça, mas não fará mais nenhuma sofrer.